sexta-feira, 21 de junho de 2024

EBSERH: DNA LULA/HADDAD * SINTUFSC/Wladimir Tadeu Baptista Soares/RJ

EBSERH: DNA LULA/HADDAD

Este ano, a EBSERH completa 8 anos na UFSC. A decisão pela adesão a essa empresa pública para gerir o Hospital Universitário marcou um triste capítulo da história da UFSC já que, mesmo com a participação massiva da comunidade acadêmica que se posicionou contrária a essa adesão em plebiscito, a decisão foi tomada a portas fechadas em uma sessão do Conselho Universitário que aconteceu na Academia da Polícia Militar.

A realidade local, assim como a nacional, evidencia os diversos problemas e desafios enfrentados pelos hospitais universitários sob esta gestão. Nesse sentido, para entender os impactos da EBSERH nos Hospitais Universitários e na saúde pública, convidamos o professor Wladimir Tadeu Baptista Soares, advogado e docente de medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF), estudioso da área e defensor do SUS e dos direitos dos trabalhadores.

Estendemos o convite aos trabalhadores da UFSC, em especial do HU, à comunidade acadêmica, aos profissionais da saúde e aos movimentos sociais que defendem o SUS 100% público para participarem desta atividade.

Será fornecida declaração de participação para os interessados.

Data: 24/06/2024
Horário: 10h
Local: Tenda da Greve em frente à reitoria da UFSC

segunda-feira, 17 de junho de 2024

LULA PRIVATIZA O INCA * Movimento Pautas Populares/MPP.RJ

LULA PRIVATIZA O INCA
Mais um hospital público, o INCA, vai para uma parceria público-privada. Tudo isto confirma o prosseguimento do que dita o Banco Mundial no sentido da destruição do SUS universal como está na constituição e a “focalização” dos serviços públicos deixando para a iniciativa privada os hospitais de alta complexidade. Isto interessa à indústria de equipamentos médicos, à indústria farmacêutica e as seguradoras de saúde que dominarão esses hospitais. É a denominada “publicização” da saúde entregando a gerência dos hospitais de alta complexidade para entidades de direito privado (EBserh, PPPs, PPIs e outras formas de privatização disfarçadas).
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"EDITAL DOU

Presidência da República
Casa Civil
Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos




Dispõe sobre a qualificação do projeto de criação do Campus Integrado do Instituto Nacional de Câncer no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República.


O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 1º, § 1º, inciso I e no art. 4º, caput, inciso II, da Lei nº 13.334, de 13 de setembro de 2016, e na Resolução nº 298, de 22 de fevereiro de 2024, ad referendum do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República,

DECRETA:

Art. 1º Fica qualificado, no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República – PPI, o projeto de criação do Campus Integrado do Instituto Nacional de Câncer – INCA, para fins de apoio à estruturação de estudos de parceria público-privada para serviços não assistenciais, com vistas à sua modernização e à adaptação de suas instalações para a melhoria da assistência prestada ao público.

Art. 2º A qualificação confere à Secretaria Especial para o Programa de Parcerias e Investimentos da Casa Civil da Presidência da República a autorização para, dentre outras ações:

I - acessar os documentos, os estudos e os demais materiais referentes ao projeto qualificado que estejam disponíveis ou que tenham sido elaborados pelo Ministério da Saúde, inclusive aqueles enviados pelo agente estruturador contratado, respeitados os níveis de restrição e a confidencialidade que possam ser aplicados a cada documento;

II - participar de reuniões do INCA com o agente estruturador contratado, durante a fase de estruturação do projeto; e

III - acompanhar todas as fases do projeto, desde a assinatura contratual, incluídas as fases de implementação e operação do projeto em períodos diversos, até a extinção do contrato de concessão.

Parágrafo único. O Ministério da Saúde, com a qualificação do projeto, proporcionará o acesso integral da equipe da Secretaria Especial para o Programa de Parcerias e Investimentos à documentação de que tratam os incisos I a III do caput e incluirá a referida equipe nas fases do projeto indicadas.

Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 13 de junho de 2024; 203º da Independência e 136º da República.

GERALDO JOSÉ RODRIGUES ALCKMIN FILHO
Rui Costa dos Santos"

sábado, 25 de maio de 2024

Estelionato Ambiental * Movimento Pautas Populares/MPP.RJ

ESTELIONATO AMBIENTAL
⚠️Alerta - Praia proibida!⚠️

Nesta Segunda - 27.05 às 14h - vai acontecer uma Audiência Pública no senado sobre a PEC 03.22, depois disso esta matéria poderá ser votada no Senado e isto é um perigo!

A PEC 03 é uma Proposta de Emenda à Constituição que quer privatizar Terrenos de Marinha. Isso põe em risco nossa adaptação às mudanças climáticas, segurança nacional e a economia das comunidades costeiras.

Por que isso é alarmante?

Terrenos de Marinha Protegem: São guardiões naturais contra enchentes, deslizamentos e eventos climáticos extremos. Essa defesa é essencial para a nossa segurança e resiliência.

Biodiversidade em Risco: Essas áreas preservam nossa biodiversidade e equilíbrio dos ecossistemas costeiros. Privatização pode trazer danos irreversíveis.

Impacto Econômico: Privatizar praias compromete turismo, empregos e negócios locais. Imagine a desvalorização e perda de investimentos.

O que podemos fazer?

PRESSIONEM OS SENADORES a votarem contra a PEC 03! A PEC 03 coloca em risco todo o nosso litoral, seus povos e seus usos.

Votem na consulta pública disponível na página do Senado, é só buscar pela PEC 03/2022!

Marquem aqui nessa publicação os senadores da CCJ!!!

Não queremos a privatização das nossas praias! Não à PEC 03.22!
PRIVATIZAÇÃO DE ORLAS, PRAIAS E LAGOAS
EFEITOS DA DEVASTAÇÃO AMBIENTAL
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quinta-feira, 23 de maio de 2024

Autogestão na construção de moradias populares deve se tornar política de Estado * PT na Câmara / DF

Autogestão na construção de moradias populares deve se tornar política de Estado

Proposta foi defendida por Joseildo Ramos e participantes de audiência na Câmara dos Deputados

Parlamentares e dezenas de militantes de movimentos pela moradia popular defenderam nesta terça-feira (21/5) que o direito à autogestão na construção de moradias populares no Brasil se torne uma política de Estado, definida em lei. A reinvindicação aconteceu durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara, de iniciativa do deputado Joseildo Ramos (PT-BA), que debateu o projeto de lei (PL 4.216/2021). A proposta, que tem o deputado petista como relator no colegiado, institui diretrizes para a produção de moradia por autogestão e cria o Programa Nacional de Moradia por Autogestão.

Além de trazer o conceito e princípios da produção de moradia por autogestão, o projeto de lei estabelece as finalidades do Programa Nacional de Moradia por Autogestão. Entre elas a de financiar a elaboração de estudos preliminares, projetos e obras destinadas à aquisição individual ou coletiva de unidades habitacionais novas, reforma, melhoria, urbanização e regularização fundiária ou requalificação de imóveis urbanos.

Nesse caso, os beneficiários serão famílias com renda mensal de até R$ 6 mil e para famílias residentes em áreas rurais com renda anual de até R$ 72 mil. Ao abrir a reunião, Joseildo Ramos ressaltou que a autogestão na construção de moradias populares é uma alternativa do Estado para suprir o déficit habitacional no País, decorrente de históricas desigualdades sociais e da especulação imobiliária.

“A autogestão tem que ser um recorte das políticas públicas de habitação de interesse social neste País, mas queremos que seja uma política de Estado, independente do governo que estiver de plantão. É por isso que estamos aqui debatendo (esse tema) nessa audiência pública”, explicou o parlamentar..

Comissão discute a construção de moradia por autogestão
CÂMARA FEDERAL

Autogestão: luta histórica


Durante a reunião a coordenadora-executiva da União Nacional de Luta por Moradia Popular (UNMP), Evaniza Rodrigues, lembrou que a autogestão na construção de moradias populares é fruto de um processo histórico de luta no Brasil. Ela recordou em 1991, por exemplo, o movimento de luta por moradia trouxe a Brasília mais de 1 milhão de assinaturas para a criação do Fundo Nacional de Moradia Popular. Evaniza ressaltou que, somente 15 anos depois, em 2005, o então presidente Lula – em seu 1º governo – instituiu o Sistema e o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social.

“Ao longo do tempo a luta veio avançando. Depois tivemos crédito imobiliário, o Minha Casa Minha Vida e a produção social de moradia. Trouxemos a prática que os movimentos por moradia já faziam em seus estados e municípios para o governo federal. Mostramos que é possível ter outro jeito de fazer moradia, diferente daquele jeito comercial que é de contratar empreiteira, que usa suas ferramentas e máquinas para erguer casas. Hoje, não erguemos mais casinhas, mas já construímos prédios com até 19 andares”, detalhou.

A coordenadora-executiva da União Nacional de Luta por Moradia Popular ressaltou ainda que, segundo reconheceu o próprio presidente Lula as construções de moradias feitas no sistema de autogestão – pelos próprios movimentos por moradia – são feitos “com melhor qualidade, com varanda e elevador mais adequado à população”. No entanto, Evaniza reconheceu que é preciso uma lei que garanta em lei a autogestão na construção de moradias populares.

Governo federal


O gerente de Projetos da Casa Civil da Presidência da República, Márcio Luiz Vale, enalteceu a importância da autogestão na produção de moradias populares para enfrentar o déficit habitacional ainda existente no País. Ele apenas observou que será necessário compatibilizar os termos do projeto de lei em discussão na Câmara com os programas habitacionais existentes atualmente.

“É importante que o Programa Nacional de Autogestão dialogue com os programas habitacionais postos. Temos iniciativas que já privilegiam a autogestão, como no caso Minha Casa minha Vida Entidades. O PL precisa estabelecer relações com esse Programa, para não cairmos na armadilha de criarmos uma multiplicidade de ações que, ao fim e ao cabo, dependem dos mesmos recursos”, alertou.

Também participaram como palestrantes da audiência pública a diretora de Produção Social da Moradia do Ministério das Cidades, Alessandra Vieira; do Dirigente Nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), Afonso Magalhães; do Coordenador no Brasil da Secretaria Latinoamericana de Vivienda Popular, Donizete Fernández; e da representante Fórum Nacional de Reforma Urbana, Karla Moroso.

A deputada Juliana Cardoso (PT-SP) e os deputados Alfredinho (PT-SP) e Zé Neto (PT-BA) também participaram da audiência pública e defenderam a autogestão na produção de moradias populares.

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domingo, 19 de maio de 2024

MORADIA NÃO É MERCADORIA * GINA/Bloco de Organizações Populares-BOP/Chile

MORADIA NÃO É MERCADORIA

Olá "compitas", sou a GINA, do bloco de organizações populares, pedimos se você pode nos ajudar a divulgar essa mobilização por moradia nesta quarta-feira, muito obrigado !Diante da crise habitacional e do ataque ao nosso povo, hoje mais do que nunca devemos estar unidos para sair e lutar pelo que é justo e pertence a nós.

Nesta quarta-feira os moradores saíram para lutar contra os despejos e por uma solução habitacional para a classe trabalhadora!

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Há alguns dias assistimos ao despejo brutal sofrido pelos camaradas da Aquisição de 17 de Maio. Vimos também como a imprensa burguesa continua a mentir e a criminalizar os moradores no meio de uma situação em que muitas famílias ficaram desamparadas, sem teto, sem casa.

Já há algum tempo que vemos como este governo tem utilizado todos os meios para reprimir e criminalizar aqueles que lutam pelos seus direitos, como fez, por exemplo, com a aprovação da Lei da Usurpação ou Lei Anti-Tomação, que revela a fortalecimento de um Estado contrainsurgente que criminalize a luta e defenda os interesses dos ricos e poderosos deste país.

A crise imobiliária não vai mais longe e não se expressa apenas na falta de um teto para morar, mas a isso se somam os baixos salários, o aumento dos preços, os custos excessivos de aluguel e, para piorar, só esta maldita lei. o número de famílias sem-abrigo está a aumentar, a crise e as condições precárias em que se encontra o nosso povo estão a aumentar.

Enquanto isso acontece, Montes continua sem dar soluções concretas e só entrega migalhas ao nosso povo, assim como fez com as moradias emergenciais de Viña del Mar e Quilpué, que permanecem inacabadas e chovem. Ou como também faz com o seu Programa de Integração Social e Territorial (Ds19), com o qual vende um discurso de acesso à habitação, mas que na realidade procura continuar a expandir o bolso dos empresários e continuar a fazer da habitação um negócio. Isto foi demonstrado pelo excesso de stock de 114 casas construídas por empresas imobiliárias que ainda não foram adquiridas, às quais o governo respondeu com um pacote de supostas medidas de apoio com empréstimos hipotecários, obrigando as famílias a endividarem-se para terem um lugar para ao vivo.

Denunciamos constantemente a dupla face deste governo, que fala de forma oportunista sobre o povo e a democracia, mas por trás disso tudo o que faz é defender os interesses burgueses. Na TV e no exterior vendem um discurso de “segurança e proteção contra o crime” mas agora, suas verdadeiras intenções estão mais do que demonstradas e não há dupla interpretação nisso, os despejos são um ataque direto à organização, é querer esmagar com todos os meios possíveis às organizações populares e aos moradores que continuam a lutar, levantando a voz pelos nossos direitos e resolvendo por nós mesmos, com autonomia de classe, a precariedade a que este sistema de miséria e exploração nos submeteu.

É por isso que, face a este ataque ao nosso povo, os moradores e os diferentes sectores em luta devem estar unidos para sair e lutar pelo que é justo e nos pertence. E junto com isso, devemos denunciar os líderes e organizações vendidos e servis aos interesses dos ricos que reivindicam a voz dos moradores e permaneceram cúmplices e servis em silêncio com o governo antipopular.

Nem as suas ameaças nem as suas leis repressivas poderão deter a organização popular que se construiu nos diferentes territórios. Embora acreditem que estão a desarmar o nosso povo, na realidade dão-nos razões para continuar a lutar.

Sejamos claros e não esqueçamos que todos os que ocupam os lugares do poder nunca defenderão os nossos interesses e apenas procurarão desmantelar-nos e encher os seus bolsos.

Nosso único caminho é luta e organização!!

segunda-feira, 13 de maio de 2024

O DIREITO A MORADIA PELO MUNDO * Movimento Pautas Populares/MPP-RJ

O DIREITO A MORADIA .PELO MUNDO

De acordo com a BBC, o gigante comunista China, tem a maior taxa de posse de casa própria entre as pessoas nascidas entre 1980 e 1995, 70%. Atualmente, mais de 85% da população do país vive em casa própria.

O caos no mercado imobiliário nos Estados Unidos e na Europa, com grandes empresas comprando casas rapidamente e se tornando monopólios, afeta cada vez mais as novas gerações.

São dados que estão à disposição do público há anos, mas a censura e a propaganda capitalista divulgam os dados quando lhes convém, não é que a BBC tenha feito um “ataque de sinceridade”, não.