sexta-feira, 16 de agosto de 2024

1ª Conferência Livre Nacional da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde de Gestão do Trabalho, Educação e Saúde * Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde

1ª Conferência Livre Nacional da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde de Gestão do Trabalho, Educação e Saúde
 Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde

Olá, companheiros(as)(es) !


Gostaríamos de lembrar que no dia 17 de agosto das 14h às 18h30min a FNCPS realizará a 1ª Conferência Livre Nacional da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde de Gestão do Trabalho, Educação e Saúde: Fortalecendo a Participação Social Contra a Privatização da Saúde, um evento importante para discutir questões fundamentais relacionadas à política de saúde mental.

Para que todos(as)(es) estejam bem preparados(as)(es) e informados(as)(es) sobre o que será abordado, compartilhamos em anexo, o Documento Orientador e as Propostas de Diretrizes que nortearão nossas discussões.

Aqui está o link para acessar a conferência, e pedimos a gentileza de compartilhá-lo apenas com aquelas pessoas que estão devidamente inscritas.

Link da videochamada: 

Sua colaboração é fundamental para o sucesso deste evento.

Contamos com a participação de todos(as)(es), pois juntos(as)(es) podemos fortalecer a saúde pública, estatal, gratuita, laica, de qualidade e contra todos os processos de mercantilização, terceirização e privatização da saúde que ameaçam nosso sistema único de saúde.



DOCUMENTO ORIENTADOR DA FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE PARA AS CONFERÊNCIAS DE SAÚDE RUMO À 4ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE GESTÃO DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO NA SAÚDE - 2024

A Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde (FNCPS) é uma frente suprapartidária, de esquerda e anticapitalista, criada em 2010 e composta por diversas entidades, fóruns e frentes estaduais e/ou municipais, movimentos sociais, organizações populares, sindicais e sociais, entidades estudantis e profissionais, partidos políticos, projetos de extensão universitários, trabalhadores/as da política de saúde, usuários/as/es e militantes da área da saúde, da educação e da seguridade social públicas.

A FNCPS se constitui a partir das lutas contra asdiversas formas de privatização da saúde no contexto dos chamados novos modelos de gestão privatistas representados pelas Organizações Sociais de Saúde (OSSs) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs); pelas propostas das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e

Fundações Públicas de Direito Privado (FPDPs); e pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) que promovem a entrega de patrimônio, bens, serviços, servidores/as e recursos públicos para entidades privadas ou com personalidade jurídica de direito privado como é o caso destas duas últimas.

Como se propõe desde sua criação em 2010, estaFrente se consolida como um potente instrumento de articulação das lutas da resistência contra os processos de mercantilização e privatização da saúde, e tem como objetivo a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) público, estatal, gratuito, universal, laico e popular, conforme preconizado pela Reforma Sanitária formulada nos anos 1980, importante movimento

social que teve protagonismo na criação do SUS, além do fortalecimento da Reforma Psiquiátrica e seus avanços numa perspectiva interseccional de classe, raça, gênero, geracional e orientação sexual.

Em 2024, a 4ª Conferência Nacional de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde se realiza em um importante momento de defesa da democracia, dos princípios do SUS, da valorização das suas trabalhadoras e trabalhadores e da educação na saúde comprometida com os enfrentamentos da determinação social da saúde. Isto porque estamos em uma conjuntura marcada pela expressiva disputa de projetos societários bem distintos que, apesar da derrota eleitoral da extrema direita à presidência da república ter se dado nas urnas, esta continua mobilizando a sociedade e influênciando as decisões do Congresso Nacional, emplacando suas pautas ultraneoliberais, fundamentalistas, conservadoras e de destruição da natureza em função do lucro.

Nesse contexto, a luta em defesa do SUS vem junto à luta contra as políticas neofascistas, negacionistas, ultraneoliberais e de disseminação sistemática, por meio de notícias falsas (fake news), de visões ideológicas individualistas, antissociais, conservadoras, desumanas, moralistas, racistas, machistas-misóginas, homofóbicas, armamentistas e anticivilizatórias. As práticas desses sujeitos políticos mantêm-se na lógica da devastaçãodo setor público, dos direitos sociais, humanos e trabalhistas, da destruição

socioambiental e do ataque aos direitos dos povos originários beneficiando os setores dominantes sob a égide do capitalismo.

As mudanças climáticas são expressões da forma predatória desses interesses sobre a natureza e a vida, a exemplo dos eventos ocorridos recentemente no Rio Grande do Sul, da seca na Amazônia e do fogo no Pantanal. Os saberes dos povos tradicionais têm muito o que ensinar à preservação da biodiversidade do meio ambiente, por isso

precisam ser incorporados à educação na saúde para salvar o planeta. Além disso, o racismo, a LGBTfobia e violência contra a mulher e as crianças têm sido reiterados pelo projeto societário dos neofascistas. A expressão atual mais vil deste projeto é o PL 1904/2024 que pune crianças e mulheres vítimas de estupro ao equiparar aborto a homicídio e cuja pena seria maior do que a dos próprios estupradores. A mobilização social nas ruas “criança não é mãe, estuprador não é pai” foi a resposta a este projeto criminoso, mas não basta adiar a votação do PL, queremos o arquivamento deste retrocesso civilizatório, bem como dos demais projetos em curso nesta direção. O aborto legal é uma questão de saúde pública e a rede de serviços de referência para o abortamento legal no SUS precisa ser expandida.

Na área da saúde, esse projeto societário se expressa através dofortalecimento do projeto privatista que tem nasaúde uma fonte de lucro e a pretensão da total submissão do SUS ao mercado, junto ao aprofundamento da exploração da força de trabalho.

Diante desta realidade, nesta 4ª Conferência, é central a defesa do adequado financiamento do SUS, exclusivamente para o setor público, e da desprecarização do trabalho em saúde. Assim, chamamos a atenção para o compromisso do atual governo com as metas fiscais estabelecido no “Novo Arcabouço Fiscal” (Lei Complementar nº 200/2023) que vem ameaçando o piso constituconal da Saúde e da Educação que são conquistas sociais, o que vai implicar no desfinanciamento destas políticas. Não vamos permitir que o SUS seja objeto desta medida austericida que favorece o mercado e prejudica o povo. Nem tampouco vamos permitir que as diversas formas de precarização do trabalho em saúde que estão em curso, como a pjotização, vínculos informais e instáveis, jornadas prolongadas, baixas remunerações, entre tantas, se estabeleçam no SUS nas três esferas de governo, pois a precarização dos serviços de saúde está

diretamente relacionada à precarização do trabalho em saúde. A educação na saúde numa perspectiva popular e emancipatória pode ser um instrumento forte para barrar estes processos e fortalecer o SUS universal, laico, público, estatal e sob controle popular.

Desde o início de sua implementação, o SUS vem passando por processos políticos, gerenciais e financeiros que apontam para sua descaracterização, sendo a privatização da saúde uma das faces mais perversas desse fenômeno. Diante disso, a FNCPS defende que o atual governo de Lula, bem como quaisquer outros a vir posteriormente, devem se comprometer com ofortalecimento do Sistema Único de Saúde, enfrentando o seu sub/desfinanciamento e a histórica sabotagem do seu caráter público e universal, que tem impedido sua plena consolidação e a prestação de serviços com a qualidade e a celeridade que a sociedade necessita. Essa sabotagem tem sido realizada pelo setor privado, oqual lucra com a saúde e usufrui dos recursos públicos, com apoio do Estado.

É necessário restaurar a radicalidade dos primórdios do Movimento da Reforma

Sanitária e da Reforma Psiquiátrica Brasileira: defender a Saúde Pública, Universal, Estatal, Gratuita, Laica,em oposição à saúde como mercadoria e fonte de lucro; a defesa da estatização da saúde e da alocaçãoexclusiva de recursos públicos para a ampliação da rede pública de serviços nas três esferas de governo;e a perspectiva da saúde a partir de seu conceito dedeterminação social.

As tentativas de conciliar o setor público com o privado foram fracassadas ao longo dos anos, pois alógica inerente ao setor privado é a mercantil, enquanto a lógica do setor público é a de atender àsnecessidades em saúde da população. Nesse sentido, a perspectiva da FNCPS é a de garantia do direito à saúde a partir de sua estatização, sem a presença do setor privado por dentro do SUS. Nesta direção, a FNCPS reforça as propostas que tem defendido como estratégias essenciais para a defesa do Sistema Único de Saúde:

• Reverter, para a gestão pública e estatal, os processos de privatização do SUS em curso que capturam o fundo público da saúde, realizados por meio dos modelos privatizantes de gestão – Organizações Sociais (OSs), Fundações Estatais de Direito Privado, EBSERH e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs).

• Defender os Hospitais Universitários ligados àsinstituições públicas de ensino superior, com a retirada da gestão por meio da EBSERH, fundações e OSs. Nesse processo, dois pontos devem ser considerados: não provocar descontinuidade dos serviços, nem prejudicar trabalhadoras e trabalhadores. Também é necessário reverter a crescente contratualização de serviços hospitalares privados, ampliando e fortalecendo a rede pública de média e alta complexidade.

• Fortalecer a Atenção Primária em Saúde como aordenadora dos serviços de saúde, com a expansãoda cobertura da Estratégia Saúde da Família acompanhada do devido financiamento e ampliação do quadro de trabalhadoras/es por meio de concurso público (Regime Jurídico Único). Para isso é crucial a extinção: da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) que substituiu a Agência para o Desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde (ADAPS) por meio da Lei nº 14.621/2023; a revogação da Portaria nº 2.436/2017, que aprovoua Política Nacional de Atenção Básica,estabelecendo a revisão de diretrizes para aorganização da Atenção Básica.

• Implementar um modelo de atenção à saúde que realize a prevenção, a promoção e a recuperação da saúde e garanta o acesso universal com serviços de qualidade, priorizando a atenção primária comretaguarda na média e alta complexidade, baseado nas necessidades em saúde da população. Para isso é preciso romper com o modelo biomédico e mercantil, centrado na doença e subordinado aos interesses lucrativos da indústria de medicamentose equipamentos hospitalares.

• Fortalecer a Reforma Psiquiátrica e a Luta Antiproibicionista, bem como a expansão e a reformulação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), revogando os documentos normativos, dentre portarias, resoluções,

decretos e editais publicados a partir de dezembro de 2016, como o Decreto 9.761/2019, que instituiu a nova Política Nacional Sobre Drogas, a qual faz parte do que o Ministério da Saúde veio a chamar de “Nova Política Nacional de Saúde Mental”, a qual promoveu alterações e retrocessos na RAPS, rompendo com a política de Redução de Danos e os princípios da Reforma Psiquiátrica e assumindo uma lógica manicomial de institucionalização, aumentando o financiamento de leitos psiquiátricos e das Comunidades Terapêuticas (CTs). Também propomos a extinção dessas instituições, bem como do Departamento de Entidades de Apoio e Acolhimento Atuantes em Álcool e Drogas, criado no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome em apoio às CTs, especialmente por compreendermos tais Comunidades como uma ameaça fundamentalista à oferta de um direito que deveria ser assegurado e ofertado pelo Estado brasileiro respeitando-se a laicidade, liberdade, a diversidade dos sujeitos. Nos colocamos em apoio aos Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) em curso na Câmara Federal que visam extinguir esse Departamento. E nos posicionamos pela reestruturação da Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde.

• Enfrentar o sub/desfinanciamento do SUS e das demais políticas sociais, que se aprofundou com a Emenda Constitucional nº 95/2016, que congelou os gastos sociais por 20 anos. Ressaltamos que apesardo “novo arcabouço fiscal” (Lei Complementar nº 200/2023) flexibilizar o “teto dos gastos”, ainda mantém sua lógica que impede a recomposição dos orçamentos e sua ampliação para efetivamente atender as demandas sociais. Alertamos para a aposta arriscada desse “novo arcabouço” fundamentado no crescimento da receita e da economia em um alto patamar que, caso não se realize,

continuará o subfinanciamentoou o desfinanciamento da saúde pública. Para tanto, não podemos permitir que sejam suprimidos os Pisos da Saúde e da Educação em função da política de austeridade fiscal que capitaneia o novo “calabouço” fiscal (LC 200/23). Acabar com a Desvinculação de

Receitas da União (DRU) que retira 30% do Orçamento da Seguridade Social para outros fins e enfrentar o histórico subfinanciamento do SUS com a suspensão dos subsídios públicos, isenções e medidas de apoioao setor

privado/filantrópico e aos Planos Privadosde Saúde é uma urgência. • Garantir um maior aporte de recursos para o SUS e para as demais políticas sociais, pela taxação de grandes fortunas e pela auditoria da dívida pública para o uso social dos recursos e financiamento efetivo do sistema de proteção social brasileiro.Esperamos que a proposta tributária em tramitação no Congresso Nacional de fato garanta uma política fiscal distributiva e progressiva.

• Alcançar um mínimo de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Saúde, garantindo o investimento público e o financiamento exclusivo da rede pública estatal de serviços de saúde.

• Lutar pela realização de concursos públicos pelo Regime Jurídico Único

(RJU) e da carreira pública de Estado para pessoal do SUS e contra todas as formas de precarização do trabalho. Por reajustes salariais dignos e política de valorização do(a) servidor(a), isonomia salarial, estabilidade no trabalho, e implantação de Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Pela eliminação do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal para despesa com pessoal na saúde e na educação.

• Criação de uma política nacional de formação de recursos humanos para o SUS que direcione a formação da residência multiprofissional em saúde como reordenadora do modelo de atenção à saúde, de modo que combata a centralidade da concepção de saúde biomédica e o modelo de atenção à saúde privatista, incorporando a categoria médica nos respectivos programas multiprofissionais e formando profissionais de saúde orientados pelos princípios, diretrizes e objetivos do SUS, em todos os

níveis de atenção. Defesa do ensino exclusivamente presencial nas Graduações e no nível técnico da área da saúde.

• Implementar ações, cursos e formações de Educação Popular em Saúde no âmbito do SUS, contribuindo com a participação popular, a gestão participativa, o controle social, o cuidado, e com a formação e práticas educativas em saúde condizentes com o preconizado na Política Nacional de Educação Popular em Saúde.

• Pelo fim da permissão da entrada de capital estrangeiro na oferta de serviços de assistência à saúde proposta no Projeto de Lei 1.721/2015, de autoria da deputada Jandira Feghali (PCdoB), no qual trata do tema.

• Pela criação da Renda Básica permanente para famílias de baixa renda, em forma de Lei, tendo em vista o quadro de aumento da fome, do desemprego e de agravamento das condições de vida de parte significativa da população brasileira.

• Garantir amplos direitos reprodutivos às mulheres, com acesso aos serviços pelo SUS. Pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito. Pelo arquivamento do PL 1904/24.

• Revogar a Reforma Trabalhista, a Reforma da Previdência Social e o Novo Ensino Médio.

• Extinguir a proposta de Reforma Administrativa (PEC 32/2020) que retira direitos trabalhistas e pode significar a perseguição de servidores(as) públicos(as) e a privatização dos serviços estatais.

• Imediato licenciamento compulsório de insumos,medicamentos, vacinas e todas as tecnologias contra a Covid-19 e situações emergenciais. • Fortalecimento da capacidade produtiva doslaboratórios públicos estatais; Efetivação de Programas de desenvolvimento de tecnologias nacionais para produção interna de insumos farmacêuticos ativos, medicamentos, vacinas e demais insumos para a saúde com base nos grupos de pesquisa dos institutos, laboratórios e universidades públicas. Não ao financiamento público para multinacionaise empresas oligopolistas nacionais de insumos.

Prioridade de compras públicas de insumos para os laboratórios públicos. Programas de financiamento para reequipamento da rede pública, não a subsídios para expansão de serviços do setor privado.

• Garantir o ressarcimento ao SUS, de forma atualizada, como instrumento de regulação das operadoras de planos de saúde, com agilidade, rigor e como política prioritária da Agência Nacional de Saúde Suplementar.

• Fortalecer o controle social na perspectiva da defesa dos interesses da classe trabalhadora, comoespaços vigorosos de lutas sociais em defesa do SUS universal, público, gratuito, estatal, laico e dequalidade, bem como dos demais direitos sociais.

• Reverter todas as medidas de flexibilização das leis de proteção socioambiental aprovadas durante os últimos governos (2016-2022) e impedir a aprovação das que estão em curso, pois saúde é resultante da preservação do meio ambiente. Além da defesa dos direitos dos povos originários e pela proteção dasterras indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Contra o Marco Temporal.

• Pelo fim do massacre que dilacera perenemente o povo palestino nessa histórica luta de expropriação de seus territórios levada adiante pelo Estado sionista de Israel. Palestina livre!

Diante do exposto, a luta em defesa do SUS e pela vida é a luta para superar o modo de produção capitalista que se reproduz baseado na exploração do trabalho, na desigualdade social e na captura do fundo público. A luta pela saúde é a luta pelo enfrentamento da determinação social doprocesso saúde e doença gerado pela sociedade capitalista. É a luta pela transformação dasociedade e pelo fim da desigualdade social e econômica para que todas as pessoas tenham condições dignas de vida. Portanto, se trata de uma luta anticapitalista, antirracista, antimanicomial, antiproibicionista, feminista, antimachista, antiLGBTQIAPN+fóbica, ecossocialista,anticapacitista, antietarista, e pela construção de uma sociedade emancipada, sem divisão de classes, contra toda forma de opressão e de exploração.

Agora é momento de reunir toda nossa força e energia para a construção das Conferências Livres e da 4ª Conferência Nacional de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.

A PRIVATIZAÇÃO E A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO FAZEM MAL À SAÚDE!

VIVA O SUS!

O SUS É NOSSO, NINGUÉM TIRA DA GENTE,

DIREITO CONQUISTADO

NÃO SE COMPRA, NEM SE VENDE!SAÚDE NÃO É MERCADORIA!
*
PROPOSTAS E DIRETRIZES - CONFERÊNCIA LIVRE DE GESTÃO DO TRABALHO E EDUCAÇÃO EM SAÚDE DA FNCPS

“Fortalecendo a Participação Social Contra a Privatização da Saúde” REGRAS DA CONFERÊNCIA: Cada eixo deve ter 1 Diretriz e até 3 propostas

Etapas de construção do documento:

1ª etapa: levantamento no documento orientador da FNCPS de propostas historicamente construídas, que caberiam nesta temática de conferência, conforme cada eixo; 2ª etapa: Sugestão de propostas realizadas pelos membros do colegiado da FNCPS, conforme cada eixo (disposta em quadro);

3ª etapa: Sugestões de propostas, conforme eixo, submetidas pelo formulário de inscrição na conferência pelos participantes que assim desejarem até dia 25 de julho (tempo hábil para organização deste documento).

EIXO, DIRETRIZ E PROPOSTAS:

Eixo I - Democracia, controle social e o desafio da equidade na gestão participativa do trabalho e da educação na saúde;

Diretriz: Reverter a privatização do SUS, garantindo gestão pública, 100% estatal, sob comando dos/as trabalhadores, fortalecendo o controle social, com financiamento efetivo de 10% do PIB, para assegurar um SUS laico, gratuito, de qualidade e para todas as pessoas.

PROPOSTAS PERMANENTES DA FRENTE

Propostas:

● Reverter totalmente os processos de privatização do SUS em curso, que capturam o fundo público da saúde, realizados por meio dos modelos privatizantes de gestão - Organizações Sociais (OSs), Fundações Estatais de Direito Privado, EBSERH, Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) - para a gestão pública e estatal, garantindo a não descontinuidade dos serviços, sem prejudicar trabalhadoras e trabalhadores, além da reversão da crescente contratualização de serviços hospitalares privados, ampliando e fortalecendo a rede pública de média e alta complexidade, defendendo o SUS público, estatal, sob a administração direta do Estado, gratuito, de qualidade e para todos e todas.

● Lutar contra a proposta de flexibilização do piso constitucional para a Saúde. O art. 198 determina que a União deve repassar à saúde, anualmente, não menos do que

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15% da receita corrente líquida, enquanto as regras limitadoras do "Novo Arcabouço Fiscal" (Lei Complementar nº 200/2023) limitam as despesas primárias à variação da receita na proporção de 70%, desde que as metas fiscais tenham sido cumpridas, ou 50% caso estas metas não tenham sido cumpridas no exercício financeiro do ano anterior. Com o propósito de alcançar as metas fiscais estabelecidas para os anos 2024, 2025 e 2026, o atual governo Lula-Alckmin tem ameaçado reformular este piso, assim como os 18% da receita líquida dos impostos para educação, determinados pelo art. 212 da CF.

● Promover o financiamento adequado do SUS e da educação, a partir da garantia dos repasses anuais estabelecidos pelos pisos constitucionais, bem como revogar as políticas de austeridade fiscal de desfinanciamento da saúde, tais como a Lei Complementar Nº 200/2023 que instituiu o novo arcabouço fiscal, novo nome para as políticas monetárias dominantes na Emenda Constitucional. Ademais, promover a suspensão imediata do pagamento dos juros da dívida pública, direcionando esses recursos para fortalecer o SUS e melhorar seus serviços.

● Fortalecer o controle social e a participação comunitária, a partir da capacitação dos conselheiros municipais de saúde por meio de uma formação política comprometida com a classe trabalhadora, assegurando que possam desempenhar um papel efetivo no controle das políticas de saúde local, na perspectiva da defesa das lutas sociais em defesa do SUS universal, público, gratuito, estatal, laico e de qualidade, e dos demais direitos sociais. Assim, como a criação de Conselhos Municipais de unidades e locais de saúde em cada área de abrangência das Unidades Básicas de Saúde, na média e alta complexidade, promovendo maior envolvimento da população nas decisões de saúde do seu território.

Eixo II - Trabalho digno, decente, seguro, humanizado, equânime e democrático no SUS: uma agenda estratégica para o futuro do Brasil;

Diretriz: Contra todas as formas de precarização do trabalho decorrentes da privatização, terceirização e quarteirização, garantindo trabalho digno, decente, seguro, humanizado e equânime no SUS, como uma agenda estratégica para o futuro do Brasil.

PROPOSTAS PERMANENTES DA FRENTE

Propostas:

1) Realizar concursos públicos pelo Regime Jurídico Único (RJU) e da carreira pública de Estado para pessoal do SUS e contra todas as formas de precarização do trabalho, garantindo reajustes salariais dignos e política de valorização do (a) servidor (a), isonomia salarial, estabilidade no trabalho, e implantação de Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e pela eliminação do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal para despesa com pessoal na saúde e na educação. Adicionalmente, propomos a criação de Comitês Estaduais de Equidade, focados na promoção da igualdade de gênero, raça, etnia e na valorização dos profissionais de saúde em todas as esferas do sistema.

2) Implementar um modelo de atenção à saúde que realize a prevenção, a promoção e a recuperação da saúde e garanta o acesso universal com serviços de qualidade,

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priorizando a atenção primária com retaguarda na média e alta complexidade, baseado nas necessidades em saúde da população. Para isso é preciso romper com o modelo biomédico e mercantil, centrado na doença e subordinado aos interesses lucrativos da indústria de medicamentos e equipamentos biomédicos.

3) Criação de uma política nacional de formação crítica de trabalhadores para o SUS, que direcione a formação contra a privatização da saúde e na perspectiva da saúde coletiva e multiprofissional como reordenador do modelo de atenção à saúde, de modo que combata a concepção de saúde biomédica e o modelo de atenção à saúde privatista, formando profissionais de saúde orientados pelos princípios, diretrizes e objetivos do SUS, em todos níveis de atenção.

4) Pela revogação das contrarreformas da previdência (1998, 2003 e 2019) que retiraram direitos previdenciários das/os trabalhadoras/es.

Eixo III - Educação para o desenvolvimento do trabalho na produção da saúde e do cuidado das pessoas que fazem o SUS acontecer: a saúde da democracia para a democracia da saúde;

Diretriz: Promover a educação histórico-crítica e de qualidade para o desenvolvimento do trabalho na produção da saúde e do cuidado, valorizando as pessoas que impulsionam o SUS.

Propostas:

1) Garantia de uma formação pautada nos princípios do SUS - universalidade, integralidade, equidade, descentralização, regionalização, hierarquização e participação social - e nos contextos sócio-culturais. Desenvolvendo e ampliando políticas de saúde pública, estatal e gratuita junto às comunidades periféricas, tradicionais e populações indígenas, quilombolas, ribeirinhas, ciganas, de pescadores, assentados, imigrantes, entre outras, com o objetivo de valorizar seus saberes e ciências tradicionais e ancestrais, considerando as diferenças e especificidades culturais de cada povo garantindo a equidade e o Bem Viver.

2) Garantir a aprovação do PL504/2021 para regulamentar as residências em saúde e reduzir a carga horária das residências multiprofissionais de 60 para 44 horas semanais, sem redução na bolsa-salário, com auxílio alimentação, moradia e transporte. É fundamental vincular as residências a instituições públicas e gratuitas do SUS para evitar a mão de obra barata no “mercado da saúde” e revogar a portaria interministerial que estabeleceu a conformação da CNRMS que excluiu a participação social dos Fóruns de Residências que a integravam. Fortalecer as residências em saúde como estratégia de formação e empregabilidade no SUS, reduzindo a carga horária e garantindo condições dignas aos residentes.

3) Garantir a integração ensino-serviço-comunidade no SUS como espaço de aprendizagem, qualificando preceptores e estabelecendo incentivos para instrução de estudantes, além de inseri-los na tomada de decisões e avaliação das políticas públicas de saúde, dando voz e fortalecendo a resistência à mercantilização da saúde pelos futuros profissionais que atuarão na área.

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4) Implementar ações, cursos e formações de Educação Popular em Saúde no âmbito do SUS, contribuindo com a participação popular, a gestão participativa, o controle social, o cuidado, e com a formação e práticas educativas em saúde condizentes com o preconizado na Política Nacional de Educação Popular em Saúde. Promover a transparência e democratizar o acesso à informação em saúde. Isso implica democratizar as informações sobre educação popular em saúde, assegurando que todos os usuários do SUS tenham acesso efetivo ao controle social do SUS.


sexta-feira, 12 de julho de 2024

DEFESA DO PASSE LIVRE * Movimento Pautas Populares/RJ

DEFESA DO PASSE LIVRE


Como quase todos sabemos, o PASSE LIVRE é uma conquista da juventude em geral mas especialmente da juventude trabalhadora e filha da classe trabalhadora. 

É um bandeira nascida da consciência de classe, que percebeu a necessidade de resgatar um pouco do lucro usurpado pelos patrões através dos baixos salários, os quais mal dão pra comer, e, que dirá pagar o transporte de seus filhos no ir e vir da escola. 

No entanto, essa consciência se ampliou e hoje mobiliza milhões de idosos, deficientes, gestantes e pessoas com necessidades especiais. 

Muitos usuários nem percebem que essa é uma conquista histórica do movimento estudantil, operário e popular, que arrastou multidões nas últimas décadas no Brasil.

Mas, por incrível que pareça, ela se encontra ameaçada. O empresariado do transporte de passageiros vem fazendo lobby sobre prefeitos e governadores há muito tempo pra derrubar essa conquista.

Há lugares no Brasil nos quais ninguém pode usar esse direito, muitos nem sabem que têm esse direito e todos vivem sendo sugados pelos vampiros das linhas de ônibus, a maioria caindo aos pedaços, pois o Poder Público faz vista-grossa em quase todo o Brasil, sem fiscalizar nada.

Nas capitais  a pressão pelo fim do PASSE LIVRE é maior ainda e há casos em que ele funciona apenas nas regiões metropolitanas, ou seja, em torno das capitais. 

Nesse lamaçal todo, o RIO DE JANEIRO se destaca. Há cidades onde não existe o PASSE LIVRE, como o chamado interior fluminense. Há outras em que o usuário só pode viajar se tiver aquele ônibus de duas portas - uma pra entrar e outra pra saltar. E o mais ridículo, o usuário do PASSE LIVRE não pode usar o frescão. Em dias de feriado e fins de semana, como no município de São Gonçalo, as empresas não põem os ônibus de duas portas em circulação, ou seja, o usuário de PASSE LIVRE fica proibido de se deslocar, seja para compras ou compromissos sociais. 

Se não fosse por si só um fato ridículo e prova inconteste da pressão sobre os políticos de plantão, fica parecendo que o PASSE LIVRE É DE GRAÇA, coisa que não é. É preciso que todos saibam que as empresas abatem no ISS - Imposto Sobre Serviços - a quantia arrecadada com o PASSE LIVRE. 

Por outro lado, é preciso que o Ministério Público nos ajude e fiscalize o cumprimento da LEI DO PASSE LIVRE, pois prefeitos e governador/es estão incorrendo em crime de lesa patrimônio publico, pois ao não fiscalizarem, estão deixando de arrecadar o que poderíamos contribuir com o uso do sistema de transporte.

Por fim, é bom lembrarmos que a responsabilidade pelo transpor de passageiros no Brasil é do Poder Público, ou seja, o ESTADO. é preciso que todos se toquem que a linha de ônibus é uma concessão, portanto, pertence ao Poder Público - municipal e estadual - que pode ser cassada a qualquer momento. 

Portanto, TRANSPORTE PÚBLICO GRATUITO DE QUALIDADE DIREITO DE TODOS DEVER DO ESTADO. Está na CONSTITUIÇÃO FEDERAL, nas constituições estaduais e municipais. Cabe fiscalizarmos. 

BÓRA LÁ!!

segunda-feira, 8 de julho de 2024

INSCRIÇÕES MINHA CASA MINHA VIDA * Movimento Pautas Populares/MPP-RJ

INSCRIÇÕES MINHA CASA MINHA VIDA
Saiba como se inscrever e quem tem direito, sem corretor, sem imobiliária nem atravessador. Vá direto a uma agência da 
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL.

As novas regras do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida deram um fôlego novo ao setor de habitação, e animou os compradores.

Entre as modificações promovidas pelo governo estão aumento do subsídio para entrada do imóvel, ajuste na renda nas faixas do programa, taxa de juros e elevação do teto do valor da casa ou apartamento.

Entenda as novas regras

Renda: A primeira mudança anunciada pelo governo foi a atualização das três faixas de renda do programa. Na faixa 1, se enquadram as famílias com renda até R$ 2.640,00 mensais. A faixa 2 contempla pessoas com renda de R$ 2.640,01 a R$ 4.400 mensais. Já na faixa 3 serão atendidas as famílias com renda mensal que varia de R$ 4.400,01 a R$ 8.000,00.

Valor do imóvel: Ainda há o aumento do valor máximo do imóvel para a faixa 3 , que passou para R$ 350 mil, válido para todo o país. O teto dos imóveis para as faixas 1 e 2, por sua vez, ficou entre R$ 190 mil e R$ 264 mil — de acordo com a localização do imóvel.

Juros: Além dessas mudanças, a população do Sudeste, com renda até R$ 2 mil, ainda conta com a redução da taxa de juros de 4,5% para 4,25% ao ano.

O Minha Casa, Minha Vida possui três faixas de enquadramento.

Faixa 1

A quem se destina? A faixa 1 contempla famílias com renda bruta mensal de até R$ 2.640,00.

Como me inscrever? Procure a prefeitura ou o estado, ou ainda a Entidade Organizadora da cidade e solicite a inscrição no Cadastro Habitacional.

A aquisição do imóvel ocorre por meio de parcelamento, em 60 meses, sem juros, com parcela mínima de R$ 80 e máxima de R$ 330,00.

Se você for beneficiário do Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e for contemplado ao programa, já recebe o imóvel quitado e fica isento do pagamento das prestações. É proibida a transferência do imóvel pelo período de 60 meses.

Fique atento aos prazos estabelecidos. A perda de alguma data pode prejudicar na aquisição do imóvel.

Faixas 2 e 3

O interessado pode fazer uma simulação no site da Caixa ou no Aplicativo Habitação. Em seguida, basta procurar uma agência ou um correspondente bancário.

Outra possibilidade é procurar uma imobiliária, um corretor ou uma construtora, já que o MCMV financia tanto imóveis novos quanto usados.

No aplicativo Habitação, o cliente também pode realizar quase todas as etapas necessárias, desde a simulação, o envio da documentação, até a avaliação de crédito, sendo necessário ir à agência do banco somente para a assinatura do contrato.
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sexta-feira, 21 de junho de 2024

EBSERH: DNA LULA/HADDAD * SINTUFSC/Wladimir Tadeu Baptista Soares/RJ

EBSERH: DNA LULA/HADDAD

Este ano, a EBSERH completa 8 anos na UFSC. A decisão pela adesão a essa empresa pública para gerir o Hospital Universitário marcou um triste capítulo da história da UFSC já que, mesmo com a participação massiva da comunidade acadêmica que se posicionou contrária a essa adesão em plebiscito, a decisão foi tomada a portas fechadas em uma sessão do Conselho Universitário que aconteceu na Academia da Polícia Militar.

A realidade local, assim como a nacional, evidencia os diversos problemas e desafios enfrentados pelos hospitais universitários sob esta gestão. Nesse sentido, para entender os impactos da EBSERH nos Hospitais Universitários e na saúde pública, convidamos o professor Wladimir Tadeu Baptista Soares, advogado e docente de medicina na Universidade Federal Fluminense (UFF), estudioso da área e defensor do SUS e dos direitos dos trabalhadores.

Estendemos o convite aos trabalhadores da UFSC, em especial do HU, à comunidade acadêmica, aos profissionais da saúde e aos movimentos sociais que defendem o SUS 100% público para participarem desta atividade.

Será fornecida declaração de participação para os interessados.

Data: 24/06/2024
Horário: 10h
Local: Tenda da Greve em frente à reitoria da UFSC

segunda-feira, 17 de junho de 2024

LULA PRIVATIZA O INCA * Movimento Pautas Populares/MPP.RJ

LULA PRIVATIZA O INCA
Mais um hospital público, o INCA, vai para uma parceria público-privada. Tudo isto confirma o prosseguimento do que dita o Banco Mundial no sentido da destruição do SUS universal como está na constituição e a “focalização” dos serviços públicos deixando para a iniciativa privada os hospitais de alta complexidade. Isto interessa à indústria de equipamentos médicos, à indústria farmacêutica e as seguradoras de saúde que dominarão esses hospitais. É a denominada “publicização” da saúde entregando a gerência dos hospitais de alta complexidade para entidades de direito privado (EBserh, PPPs, PPIs e outras formas de privatização disfarçadas).
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"EDITAL DOU

Presidência da República
Casa Civil
Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos




Dispõe sobre a qualificação do projeto de criação do Campus Integrado do Instituto Nacional de Câncer no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República.


O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 1º, § 1º, inciso I e no art. 4º, caput, inciso II, da Lei nº 13.334, de 13 de setembro de 2016, e na Resolução nº 298, de 22 de fevereiro de 2024, ad referendum do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República,

DECRETA:

Art. 1º Fica qualificado, no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República – PPI, o projeto de criação do Campus Integrado do Instituto Nacional de Câncer – INCA, para fins de apoio à estruturação de estudos de parceria público-privada para serviços não assistenciais, com vistas à sua modernização e à adaptação de suas instalações para a melhoria da assistência prestada ao público.

Art. 2º A qualificação confere à Secretaria Especial para o Programa de Parcerias e Investimentos da Casa Civil da Presidência da República a autorização para, dentre outras ações:

I - acessar os documentos, os estudos e os demais materiais referentes ao projeto qualificado que estejam disponíveis ou que tenham sido elaborados pelo Ministério da Saúde, inclusive aqueles enviados pelo agente estruturador contratado, respeitados os níveis de restrição e a confidencialidade que possam ser aplicados a cada documento;

II - participar de reuniões do INCA com o agente estruturador contratado, durante a fase de estruturação do projeto; e

III - acompanhar todas as fases do projeto, desde a assinatura contratual, incluídas as fases de implementação e operação do projeto em períodos diversos, até a extinção do contrato de concessão.

Parágrafo único. O Ministério da Saúde, com a qualificação do projeto, proporcionará o acesso integral da equipe da Secretaria Especial para o Programa de Parcerias e Investimentos à documentação de que tratam os incisos I a III do caput e incluirá a referida equipe nas fases do projeto indicadas.

Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 13 de junho de 2024; 203º da Independência e 136º da República.

GERALDO JOSÉ RODRIGUES ALCKMIN FILHO
Rui Costa dos Santos"

sábado, 25 de maio de 2024

Estelionato Ambiental * Movimento Pautas Populares/MPP.RJ

ESTELIONATO AMBIENTAL
⚠️Alerta - Praia proibida!⚠️

Nesta Segunda - 27.05 às 14h - vai acontecer uma Audiência Pública no senado sobre a PEC 03.22, depois disso esta matéria poderá ser votada no Senado e isto é um perigo!

A PEC 03 é uma Proposta de Emenda à Constituição que quer privatizar Terrenos de Marinha. Isso põe em risco nossa adaptação às mudanças climáticas, segurança nacional e a economia das comunidades costeiras.

Por que isso é alarmante?

Terrenos de Marinha Protegem: São guardiões naturais contra enchentes, deslizamentos e eventos climáticos extremos. Essa defesa é essencial para a nossa segurança e resiliência.

Biodiversidade em Risco: Essas áreas preservam nossa biodiversidade e equilíbrio dos ecossistemas costeiros. Privatização pode trazer danos irreversíveis.

Impacto Econômico: Privatizar praias compromete turismo, empregos e negócios locais. Imagine a desvalorização e perda de investimentos.

O que podemos fazer?

PRESSIONEM OS SENADORES a votarem contra a PEC 03! A PEC 03 coloca em risco todo o nosso litoral, seus povos e seus usos.

Votem na consulta pública disponível na página do Senado, é só buscar pela PEC 03/2022!

Marquem aqui nessa publicação os senadores da CCJ!!!

Não queremos a privatização das nossas praias! Não à PEC 03.22!
PRIVATIZAÇÃO DE ORLAS, PRAIAS E LAGOAS
EFEITOS DA DEVASTAÇÃO AMBIENTAL
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quinta-feira, 23 de maio de 2024

Autogestão na construção de moradias populares deve se tornar política de Estado * PT na Câmara / DF

Autogestão na construção de moradias populares deve se tornar política de Estado

Proposta foi defendida por Joseildo Ramos e participantes de audiência na Câmara dos Deputados

Parlamentares e dezenas de militantes de movimentos pela moradia popular defenderam nesta terça-feira (21/5) que o direito à autogestão na construção de moradias populares no Brasil se torne uma política de Estado, definida em lei. A reinvindicação aconteceu durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara, de iniciativa do deputado Joseildo Ramos (PT-BA), que debateu o projeto de lei (PL 4.216/2021). A proposta, que tem o deputado petista como relator no colegiado, institui diretrizes para a produção de moradia por autogestão e cria o Programa Nacional de Moradia por Autogestão.

Além de trazer o conceito e princípios da produção de moradia por autogestão, o projeto de lei estabelece as finalidades do Programa Nacional de Moradia por Autogestão. Entre elas a de financiar a elaboração de estudos preliminares, projetos e obras destinadas à aquisição individual ou coletiva de unidades habitacionais novas, reforma, melhoria, urbanização e regularização fundiária ou requalificação de imóveis urbanos.

Nesse caso, os beneficiários serão famílias com renda mensal de até R$ 6 mil e para famílias residentes em áreas rurais com renda anual de até R$ 72 mil. Ao abrir a reunião, Joseildo Ramos ressaltou que a autogestão na construção de moradias populares é uma alternativa do Estado para suprir o déficit habitacional no País, decorrente de históricas desigualdades sociais e da especulação imobiliária.

“A autogestão tem que ser um recorte das políticas públicas de habitação de interesse social neste País, mas queremos que seja uma política de Estado, independente do governo que estiver de plantão. É por isso que estamos aqui debatendo (esse tema) nessa audiência pública”, explicou o parlamentar..

Comissão discute a construção de moradia por autogestão
CÂMARA FEDERAL

Autogestão: luta histórica


Durante a reunião a coordenadora-executiva da União Nacional de Luta por Moradia Popular (UNMP), Evaniza Rodrigues, lembrou que a autogestão na construção de moradias populares é fruto de um processo histórico de luta no Brasil. Ela recordou em 1991, por exemplo, o movimento de luta por moradia trouxe a Brasília mais de 1 milhão de assinaturas para a criação do Fundo Nacional de Moradia Popular. Evaniza ressaltou que, somente 15 anos depois, em 2005, o então presidente Lula – em seu 1º governo – instituiu o Sistema e o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social.

“Ao longo do tempo a luta veio avançando. Depois tivemos crédito imobiliário, o Minha Casa Minha Vida e a produção social de moradia. Trouxemos a prática que os movimentos por moradia já faziam em seus estados e municípios para o governo federal. Mostramos que é possível ter outro jeito de fazer moradia, diferente daquele jeito comercial que é de contratar empreiteira, que usa suas ferramentas e máquinas para erguer casas. Hoje, não erguemos mais casinhas, mas já construímos prédios com até 19 andares”, detalhou.

A coordenadora-executiva da União Nacional de Luta por Moradia Popular ressaltou ainda que, segundo reconheceu o próprio presidente Lula as construções de moradias feitas no sistema de autogestão – pelos próprios movimentos por moradia – são feitos “com melhor qualidade, com varanda e elevador mais adequado à população”. No entanto, Evaniza reconheceu que é preciso uma lei que garanta em lei a autogestão na construção de moradias populares.

Governo federal


O gerente de Projetos da Casa Civil da Presidência da República, Márcio Luiz Vale, enalteceu a importância da autogestão na produção de moradias populares para enfrentar o déficit habitacional ainda existente no País. Ele apenas observou que será necessário compatibilizar os termos do projeto de lei em discussão na Câmara com os programas habitacionais existentes atualmente.

“É importante que o Programa Nacional de Autogestão dialogue com os programas habitacionais postos. Temos iniciativas que já privilegiam a autogestão, como no caso Minha Casa minha Vida Entidades. O PL precisa estabelecer relações com esse Programa, para não cairmos na armadilha de criarmos uma multiplicidade de ações que, ao fim e ao cabo, dependem dos mesmos recursos”, alertou.

Também participaram como palestrantes da audiência pública a diretora de Produção Social da Moradia do Ministério das Cidades, Alessandra Vieira; do Dirigente Nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), Afonso Magalhães; do Coordenador no Brasil da Secretaria Latinoamericana de Vivienda Popular, Donizete Fernández; e da representante Fórum Nacional de Reforma Urbana, Karla Moroso.

A deputada Juliana Cardoso (PT-SP) e os deputados Alfredinho (PT-SP) e Zé Neto (PT-BA) também participaram da audiência pública e defenderam a autogestão na produção de moradias populares.

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